Purple Shout ♥
chá morango púrpura
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Caíssa

Estou falando e GRITANDO!
Você não escuta?
Mentira! Você tem ouvido tudo, tem compreendido tudo.
Todo mundo sempre soube no que dava ser assim.
Então você malvadamente ignora.
Indiferença destrói cada amarga esperança que sempre resta.
As vezes me sinto um peão nesse tabuleiro, debilmente nunca simpatizei pelos peões.
De palavra em palavra - ou jogada em jogada - me pergunto se ainda lês minhas prosas e poesias, minhas verdadeiras dicas de "estou aqui, permaneço".
Xeque.
Muda, muda o peão. Se ele não se interessar, talvez ignore minha posição e jogue de outra forma. Estratégias, planos.
Oh! Lá se vai meu outro cavalo.
Recordo-me de quando corríamos entre as torres, econdidos da realeza...
As torres já foram tomadas e somadas a todos os saquifícios desse tabuleiro.
Quando isso ficou tão preto e branco?
Antes da minha próxima jogada eu digo "EI! Como assim? não tá me vendo?"
TIC TAC, sua vez.
Cada jogada exigia uma forma diferente de desafiar a honra do outro oponente.
Literalmente uma guerra, enquanto eu pedia ajuda.
Se eu ao menos me fizesse rainha, seria o espelho deste jogo, sem as horríveis limitações de todos os outros participantes.
Terivelmente normal e quase congelada neste jogo, tento chegar a uma casa vazia.
Casas ocupadas não me interessam.
Depois de tudo, ironicamente você vem e me fala "Um empate?"
Você não entende? Não é no jogo que eu estou interessada. E você nem sabia do que eu estava falando, afinal.
Todo mundo sabe, não se deve repetir a mesma jogada pela terceira vez...
Mas o rei não está morto, não houve xeque-mate.
Então eu simplismente... o derrubo.
15 de maio de 2010 Lucy,